Ferro Gaita

Trazem a sua terra na alma e o ritmo no coração. Partiram da tradição de um enraizado património musical e fizeram chegar ao mundo toda a riqueza e policromia da sua música. Chamam-se Ferro Gaita e são os mais sólidos representantes dos novos sons de Cabo Verde.

Quando em 1996 um grupo de amigos se juntou para tocar funaná, género musical tradicional de Cabo Verde, mal podiam imaginar que, passados poucos anos, estariam a receber os aplausos de multidões, em salas tão consagradas como o célebre Olympia de Paris. O nome "Ferro Gaita" foram-no buscar a dois instrumentos tradicionais do arquipélago, verdadeiros pilares do funaná: respectivamente um pedaço de metal tocado com uma faca e uma espécie de acordeão. A estes decidiram juntar as potencialidades da bateria e do baixo, construindo assim as bases da sua aventura musical.

O que era inicialmente apenas a vontade de reinventar a sua música de eleição, cedo se transforma em fenómeno local, fruto de verdadeiras celebrações colectivas, nos palcos exíguos de bares ou em concertos de rua, que culminam na participação no Festival da Gambôa, em Maio de '97, um dos maiores acontecimentos musicais de Cabo Verde. Um crescente publico rende-se à contagiante festa dos sentidos que é cada actuação dos Ferrro Gaita.

Em Junho do mesmo ano, rumam a Roterdão, onde gravam o seu primeiro longa duração, "Fundu Baxu", trabalho marcado sobretudo pelo funaná e pelo batuco, outro género tipicamente caboverdeano. Editado em Agosto, torna-se no disco mais vendido de '97 em Cabo Verde e entre as comunidades caboverdeanas na diáspora. Os dois anos seguintes levam-nos a partilhar a festa com as mais diversas plateias, em Cabo Verde, Portugal, França, Alemanha, Cuba, Senegal, Holanda e Espanha, entre outros países.

Em '99, os Ferro Gaita cruzam o oceano para gravar o seu segundo álbum de originais - "Rei Di Tabanka" - nos Estados Unidos. Levando mais longe o seu talento, a sua vontade e capacidade de revisitarem estilos tradicionais, conferindo-lhes novas roupagens, sem os adulterarem, os Ferro Gaita aventuram-se pelos territórios do batuque, da tabanka, do finaçon. Introduzem na sua música novos instrumentos e convocam o talento de uma das lendas vivas da música caboverdeana, Nha Nácia, então com 75 anos de idade, para participar no disco.
Um novo sucesso comercial, trá-los de volta aos palcos internacionais, com destaque para uma alargada tournée europeia, ao lado de grandes nomes da música caboverdeana, como Cesária Évora, Ildo Lobo, Luís Morais e Tito Paris, entre outros.

O disco sucessor, "Bandêra Liberdadi", editado em finais de 2003, é o primeiro trabalho do grupo gravado em Cabo Verde. É um trabalho onde fica bem patente a maturidade dos Ferro Gaita e que ilustra na perfeição o sentimento - a "Nós Cultura" - de uma terra, de um povo, que tão bem sabe cantar a sua alma. Seja ela inebriada pelos ritmos ou embalada pela saudade. Ao vivo, os espectáculos do grupo transbordam de toda a emoção, sensualidade e visceralidade da música caboverdeana. Nas suas próprias palavras, "Nu tá batucau pa tudu mundu obi". O convite está feito.

Os Ferro Gaita são:

  • Estevão Tavares (Iduino) - Gaita, Voz e Coro
  • Adäo Brito - Baixo e Coro
  • Carlos Pereira (Bino Branco) - Ferrinho, Voz, Coro
  • Emanuel Tavares (Manel Di Tilina) - Percussão
  • Jorge Martins - bateria, Voz e Coro
  • Frutuoso De Pina (Pitó) - Caneca e Bombona
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