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"Poeira"Artísta: Jorge CruzAno: 2007Paralelo InfinitoPrimeiro chegas no teu jeito destinado A ganhar entras num comboio, Desces, queres ficar sentas-te na cama, Eu canto uma canção sobre as coisas serem o que são Fumamos à varanda com a lua a subir tu danças no escuro Fazes-me sorrir e largas roupas pelo meu chão Tens o mundo todo na mão e sempre que te vejo, É, eu deixo de respirar paro no desejo de que o teu beijo Me encontre e não quero acordar Depois tu vens cantar comigo, vens sonhar No meu colchão beber do meu vinho, Comer do meu pão fazer-me girar no teu carrossel Viciar-me no aroma da tua pele partimos em viagem, Paramos para dormir sussurras-me umas coisas Que eu nem posso repetir E sais para a rua por estar a chover pões-te em pose, Eu fico a ver e sempre que te vejo, é, eu deixo De respirar paro no desejo de que o teu beijo Me encontre e não quero acordar até um dia Tu deténs-te por momentos num sinal Dás mais umas piruetas mas já não é igual Perguntaste o que pode estar para acontecer E não parece difícil de saber agora tu estás longe, Encontraste onde ficar e eu não, eu não, Não me posso queixar acordo com o sol, Refresco com o ar vivo do que a vida tem para me dar Mas sempre que te vejo, é, eu deixo de respirar Paro no desejo de que o teu beijo me encontre E não quero acordar. |