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Civic - TV Amadora

2012-01-19

Os Civic estiveram na TV Amadora.
Veja a reportagem e fique a conhecer melhor a história da banda.

Rock On!!!


One Love Family - Single

2011-11-01

Os ONE LOVE FAMILY já tem um single novo e pode ser ouvido AQUI!


Tradução
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"COINCIDÊNCIAS"

Artísta: Sérgio Godinho

Ano: 1983

O LABIRINTO

Ficha Técnica:

Sérgio Godinho
Entro
naquilo que for a se chama por dentro
buscando o caminho que há-de ir dar ao centro
deixando os caminhos e o medo lá fora
e agora?
que vejo? que faço?
que passo eu não vou dar em falso
até ao que se chama chegada
porque é tudo e quase nada

Sinto
que a cabeça é quase como um labirinto
em que cada rua é um nome indistinto
em que cada escolha é feita sobre a hora
e agora?
que sigo? que temo?
que rumo
eu tateio e presumo
até ao que se chama chegada
porque é tudo e quase nada

E, no centro do centro
está o centro da vida
como se fosse por isso
que eu me morro e me perco
e que só dou por isso
quando renasço outra vez
e à vez
sei que hei-de ser vivo
e à vez
sei que hei-de ser morto
e à vez
sei que hei-de ser vivo
e à vez
sei que hei-de ser eu outra vez

E furo
sem saber por onde encontro o que procuro
e a luz que era a luz é agora um rio escuro
e dou-me à torrente e o corpo desarvora
e agora?
que agarro? que agito?
que grito
eu não vou dar aflito
até ao que se chama chegada
porque é tudo e quase nada

E perto
do centro de mim há um portão entreaberto
e tenho p’la frente o monstro a descoberto

a fera que eu guardo e que guarda o que em mim mora
e agora?
que encaro? que enfrento?
que alento
me empurra p’ro centro
até ao que se chama chegada
porque é tudo e quase nada

E, no centro do centro
está o centro da vida
como se fosse por isso
que eu me morro e me perco
e que só dou por isso
quando renasço outra vez
e à vez
sei que hei-de ser vivo
e à vez
sei que hei-de ser morto
e à vez
sei que hei-de ser vivo
e à vez
sei que hei-de ser eu outra vez

E travo
a luta que travaria quem foi escravo
e só pelo amor à liberdade é um bravo
e lança pavor à fera que o apavora
e agora?
que ataco? que ouso?
que pouso
eu persigo teimoso
até ao que se chama chegada
porque é tudo e quase nada

E chego
enfim para lá da paz e do sossego
onde só tem nome a perda e o desapego
que não há mais nada a perder e a atirar fora
e agora?
que aprendo? que encontro?
em que ponto eu me vejo por dentro
e que é que se chama chegada
porque é tudo e quase nada

E, no centro do centro
está o centro da vida
como se fosse por isso
que eu me morro e me perco
e que só dou por isso
quando renasço outra vez
e à vez
sei que hei-de ser vivo
e à vez
sei que hei-de ser morto
e à vez
sei que hei-de ser vivo
e à vez
sei que hei-de ser eu outra vez
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