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Boss AC em Portimão

2010-07-09



No dia 15 de Agosto, Boss AC estará no Festival da Sardinha em Portimão, num esepctáculo onde partilhará o palco com muitos convidados especiais.

Tradução
Sérgio Godinho - "KILAS, O MAU DA FITA"
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"KILAS, O MAU DA FITA"

Artísta: Sérgio Godinho

Ano: 1980

Alinhamento:
  • 01. VALSA DA ANA
  • 02. GENÉRICO DO FILME
  • (letra)03. BALADA DA RITA
  • 04. TERENO'S TUNE
  • (letra)05. É TERÇA FEIRA
  • (letra)06. FADO DO KILAS
  • (letra)07. BALADA DA RITA
  • 08. TEMA DO MAJOR
  • 09. VALSA DA ANA

Quando estreou, em 1980, o filme «Kilas, O Mau da Fita» representou o sexto trabalho no cinema de Sérgio Godinho, o segundo em colaboração com o mesmo realizador com o qual se estreara em 1975 no grande ecrã.

Como actor e compositor participara, até então, em «Os Demónios de Alcácer Quibin> (1975, de José Fonseca e Costa) e «Le Soleil En Face» (1978, Pierre Kast), estando então em vias de entrar em novo projecto, o de «La Guerrilera» (1981, Pierre Kast). Apenas como compositor assinara música incidental para «A Confederação» (1976, Luís GaIvão Teles). Em «Nós Por Cá. Todos Bem» (1976, Fernando Lopes) não só assinou o tema título como concretizou uma nova colaboração com O'Neill. Apenas enquanto actor tinha-mo-lo visto em «O- Conde de Monte Cristo» (1979, Denys de La Patelliere). O futuro reserva-lhe, ainda, o momento da estreia na realização, com as três curtas-metragens com título genérico «Ultimactum».

Da primeira colaboração com Fonseca e Costa, depois de «Os Demónios de Alcácer Quibin>, ficou uma amizade. O novo desafio surgiu em 1978, para um projecto no qual

Sérgio Godinho não só compôs a música, como co-assinou o argumento com o realizador.

A banda sonora permitiu-lhe não só fazer novas canções, como compor temas instrumentais que depois entregou a um orquestrador tradicional. Por sugestão de Fonseca e Costa, Thilo Krassman foi o escolhido, desenvolvendo a forma final dos momentos instrumentais. As canções contaram, por seu lado, com arranjos de Pedro Osório.

A célebre «Balada da Rita», nascida de raiz para a personagem interpretada por Lia Gama (a Pepsi Rita), conhecera já estreia discográfica em «Pano Crú», numa versão cantada por Sérgio Godinho. A canção surge aqui em duas versões diferentes, uma na voz de Lia Gama, uma na de Adelaide Ferreira, esta última em formato quase «disco». A segunda versão serve de base a uma cena do filme vivida numa discoteca.

A outra canção da banda sonora é o «Fado do Kilas», um fado de revista que no próprio filme ilustra um momento de palco protagonizado por Lia Gama. A letra remete-nos, como na «Balada da Rita», para o universo do próprio «Kilas», suas figuras e histórias. «Fado do Kilas» correspondeu à estreia de Sérgio Godinho no universo fadista.

Em jeito de «bónus» o disco inclui uma primeira versão de «É Terça Feira», na voz de Sérgio Godinho. Trata-se de uma primeira abordagem a um desenvolvimento de uma canção sugerida pela melodia da «Valsa da Ana» (instrumental que abre este disco), e que conheceria concretização definitiva na versão gravada em «Canto da Boca» (1981). A canção, por sugestão do espaço que servia de ambiente à personagem do filme, acabou, quase naturalmente, por se centrar na Feira da Ladra e suas gentes. Este desenvolvimento posterior de «É Terça-Feira», apesar de motivado pelo filme, já não deve a sua forma final a «Kilas, O Mau da Fita». Mas a sua inclusão, aqui, oferecenos um raro episódio de pré-história concreta de uma canção que se tomaria um clássico.

Além das canções e dos temas instrumentais, um deles uma espécie de «medley» que resume os motivos de toda a música do filme («Genérico»), o disco trabalha depois sobre a música, criando um ambiente próprio que ganha forma pela utilização de vozes, nomeadamente de Mário Viegas, o Kilas.

«Kilas, O Mau da Fita» foi, apesar de mais experiências suas, a única banda sonora de Sérgio Godinho que chegou a ser editada em ál-

bum. Da sua restante obra musical para cinema estão registadas duas canções de «Os Demónios de Alcácer Quibir» (em «De Pequenino Se Torce O Destino», 1976), duas canções de «Nós Por Cá Todos Bem» (num single editado pela Lamiré, em 1976, e ainda inédito em CD), um instrumental de «Le Soleil En Face» (em «Campolide», 1979) e «Dor D'Alma», a sua versão de um tema composto para «Repórter X» de José Nascimento, cantado originalmente no filme por Anamar (em «Na Vida Real», 1986) de referir ainda que a canção «Enfim S.O S.» (do álbum «Tinta Permanente», 1993) foi originalmente composta para uma das curtas metragens do próprio Sérgio Godinho. Serviu de «leit motiv» instrumental e foi, no genérico final, cantada por Mísia.

Este CD representa, finalmente, a entrada de «Kilas, O Mau da Fita», na era digital. Juntamente com «Sérgio Godinho Canta com Os Amigos do Gaspar», o disco representava um dos dois casos de álbuns de Sérgio Godinho que continuavam, até agora, apenas disponíveis nas originais edições em vinil.

                                                                                                                                                                Nuno Galopim Março de 2001

FICHA TÉCNICA

Toda a letra e músicas de Sérgio Godinho

Produção: Edipim

Direcção Musical: Thilo Krasmann

Produção Musical: Vitor Mamede

Arranjos: Thilo Krasmann e Luís Duarte

Arranjo das Canções por Lia Gama: Pedro Osório

Letra do “Fado do Kilas” em colaboração com José Fonseca e Costa

Edição 2001 remasterizada a 24 bits

Nos Withfield Studios (Londres) por Ray Staff

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