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Civic - TV Amadora

2012-01-19

Os Civic estiveram na TV Amadora.
Veja a reportagem e fique a conhecer melhor a história da banda.

Rock On!!!


One Love Family - Single

2011-11-01

Os ONE LOVE FAMILY já tem um single novo e pode ser ouvido AQUI!


Tradução
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"O IRMÃO DO MEIO"

Artísta: Sérgio Godinho

Ano: 2003

LISBOA QUE AMANHECE

Ficha Técnica:

(de "Na Vida Real") com Caetano Veloso

Sérgio Godinho - voz
Caetano Veloso- voz

João Cardoso - Hammond
Nuno Rafael - guitarras, programação e percussão
Pedro Gonçalves - contrabaixo
João Cabrita - saxofone alto
Jorge Ribeiro - trombone
João Marques - trompete
Tomás Pimentel - flughel
Sérgio Nascimento - bateria e percussão
Sara Côrte-Real – coros

ARRANJO E PRODUÇÃO MUSICAL: Nuno Rafael
Cansados vão os corpos para casa
dos ritmos imitados de outra dança
a noite finge ser
ainda uma criança
de olhos na lua
com a sua
cegueira da razão e do desejo

A noite é cega e as sombras de Lisboa
são da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
amou como se fosse
a mais indefesa
princesa
que as trevas algum dia coroaram

Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece

O Tejo que reflecte o dia à solta
à noite é prisioneiro dos olhares
ao cais dos miradouros
vão chegando dos bares
os navegantes
amantes
das teias que o amor e o fumo tecem

E o Necas que julgou que era cantora
que as dádivas da noite são eternas
mal chega a madrugada
tem que rapar as pernas
para que o dia não traia
Dietrichs que não foram nem Marlenes

Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece

Em sonhos, é sabido, não se morre
aliás essa é a única vantagem
de, após o vão trabalho
o povo ir de viagem
ao sono fundo
fecundo
em glórias e terrores e venturas

E ai de quem acorda estremunhado
espreitando pela fresta a ver se é dia
a esse as ansiedades
ditam sentenças friamente ao ouvido
ruído
que a noite, a seu costume, transfigura

Não sei se dura sempre esse teu beijo
ou apenas o que resta desta noite
o vento enfim parou
já mal o vejo
por sobre o Tejo
e já tudo pode ser tudo aquilo que parece
na Lisboa que amanhece
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